8 de junho de 2016

A alimentação do bebê nos primeiros 1000 dias

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O período gestacional e os dois anos do bebê contabilizam os primeiros mil dias do bebê. Esse tempo é essencial para o desenvolvimento físico e mental que ele levará pela vida toda.

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Além de ser nesse período que ocorre o maior estirão de crescimento do ser humano, esses anos são fundamentais para o desenvolvimento dos sistemas nervoso e imunológico, para se prevenir problemas de saúde e, tentar garantir que ele tenha uma boa alimentação quando se tornar adulto.

Por isso, alimentar-se de forma responsável, antes mesmo da gravidez, durante a amamentação e fazer a introdução corretamente da alimentação do bebê, demonstram amor e dedicação por parte da mamãe.

Durante a gestação

Na gravidez, aquilo que a mulher come durante os nove meses ajuda a determinar o paladar e o olfato do bebê (através do líquido amniótico ele sente o sabor).

As situações que a gestante enfrentar serão repassadas ao bebê através da placenta, porque ela não conduz apenas os nutrientes que o bebê necessita, mas traduz todas as informações maternas. Portanto, na gravidez é hora de se alimentar melhor, de menores exigências, pelo bem da mãe e também do bebê.

São necessários cuidados com as restrições alimentares, com o ganho excessivo de peso, a exposição ao estresse, para se evitar dificuldades futuras no desenvolvimento do bebê e prevenir a predisposição de doenças crônicas como diabetes, obesidade, hipertensão arterial, entre outras.

Depois que o bebê nasce, durante a amamentação

O aleitamento materno favorece um bom desenvolvimento e crescimento prevenindo a má nutrição, doenças crônicas não transmissíveis e possui um importante papel na imunidade dos bebês, pois contém células de defesa capazes de proteger o organismo do recém-nascido de infecções e alergias.

O leite materno é também fonte de proteínas, vitaminas e minerais, como cálcio, magnésio, potássio e sódio e tem gordura a DHA, que ajuda fortalecer o neurônio, melhorando a capacidade dos impulsos nervosos. E ele permite ao bebê a experiência com vários sabores.

É importante falar que os efeitos positivos que o aleitamento materno produz estão ligados ao tempo que a amamentação será oferecida, por isso é fundamental garantir que seja exclusivo até os seis meses de vida. E, se possível que continue até os dois anos de vida acompanhado de outros alimentos. Crianças que recebem outros alimentos antes dos seis meses de idade, especialmente antes do terceiro mês, acumulam mais gordura corporal ao longo da vida, eleva o risco de problemas no coração e de acidente vascular cerebral.

*Quando a amamentação não é possível existem as fórmulas que procuram desempenhar o mesmo papel. então, se não deu para amamentar de forma exclusiva não se entristeça.

A introdução de alimentos complementares

A partir dos seis meses, além de continuar recebendo o aleitamento materno, o bebê tem a complementação da alimentação com outros alimentos.

Iniciar uma alimentação correta reduz o risco de desenvolver na idade adulta a obesidade e doenças cardiovasculares. É nessa fase do desenvolvimento com o corpo ainda em formação que, o cérebro ganha volume, os ossos se alongam, músculos se fortalecem. Ao receberem os nutrientes certos, eles irão se desenvolver de uma maneira muito melhor.

Além de suprir as necessidades nutricionais, a introdução da alimentação complementar vai aproximando a criança aos hábitos alimentares de quem cuida dela e exige todo um esforço adaptativo aos sabores, cores, aromas e texturas. Os alimentos complementares vão evoluindo na quantidade e consistência, até que ela possa receber os alimentos na mesma consistência dos consumidos pela família quando completar um ano de idade.

Para que o desenvolvimento do bebê ocorra de forma saudável é que a alimentação aconteça corretamente.

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