15 de maio de 2017

Amor de pai e o trabalho da mãe

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Ontem a noite, como de costume, fui colocar o Pititico na cama.

Me deito com ele, a gente conversa sobre algumas coisas legais que aconteceram durante o dia e ele decide que chega e é hora de dormir.

Já estava tarde, quase 11 da noite. Ele normalmente dorme no máximo até as 21h. Mas ontem ele fez uma apresentação do dia das mães na igreja e daí foi dormir mais tarde.

Falando na apresentação, foi a coisa mais linda.

Ele estava tão empolgado em me homenagear. Dançou muito lindinho e olhando o tempo todo para o pai e eu.

No fim da música meu marido se levantou e eu o fiz em seguida também para aplaudir. Eu estava chorando.

Chorando pela maneira como ele se apresentou. Me pareceu tão individual, tão pra mim, tão entre a gente, sabe?

Aí, o Pititico vem até nós, senta no colo do pai e diz todo feliz: “quando você levantou eu fiquei assim ó (faz cara de riso e coloca a mão na boca pra mostrar)”.

Quanta alegria, pureza, sinceridade no gesto.

Isso não será esquecido.

Voltando a conversa de ontem, ele desiste por pouco tempo de dormir e fala mais coisas.

Diz “mamãe, eu não sei porque eu decidi que você podia voltar a trabalhar. Eu não queria isso. Eu fiquei com vergonha porque pensei que eles iam achar ruim se você não fosse”.

Hastag despedaçada.

Sim, eu fiquei arrasada. É, eu sou dessas.

Dessas que acha que vale a pena ficar em casa com os filhos. Que prefere viver o momento.

Mas a volta ao trabalho foi mesmo necessária.

Entretanto, eu não o deixei sem resposta. E ela foi a mais sincera que pude dar “é só as coisas se ajeitarem que a mamãe volta a ficar com você”.

Sim, é o que quero. Muitos podem não concordar, não entender, não aceitar e blá, blá, blá. Mas cada um é cada um. E eu sou dessas que prefere o momento.

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