16 de Abril de 2018

Como estimular a criança a comer?

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Se tem algo que nos preocupa é alimentação dos filhos não é? A gente quer que eles comam, e comam de tudo de preferência rs. Hoje tem dicas pra ajudar nessa tarefa!

Por Danielle Andrade

Bom, volta e meia eu ouço pessoas falando que não sabem mais o que fazer para o filho comer e esse assunto rende muito conteúdo, como por exemplo: formação e manutenção dos hábitos alimentares, respeito à saciedade da criança (que comentei um pouco no texto anterior), fazer refeições em família, levar a criança para conhecer e comprar os alimentos, pedir ajuda delas no preparo, reações faciais que expressamos, evitando o uso de frases negativas e usando frases de efeito positivo, etc.

Hoje então irei falar das frases, que muitas vezes usamos sem pensar nas consequências ou não ‘falamos por mal’, mas que acabam tendo um efeito negativo no estímulo para a criança comer, mas também falarei das frases que devemos priorizar, já que estimulam a criança a comer (ou ao menos experimentar), sem medo e com menos rejeições.

* Frases utilizadas por adultos com efeitos NEGATIVOS às crianças

– “Se não comer a salada, não vai ganhar sobremesa! ”

Não devemos oferecer uma recompensa quando a criança comer algo, cada alimento tem seu momento e significado e acredite, elas irão fazer a pior relação possível, algo mais ou menos assim: ‘Nossa, salada desse ser tão ruim, que como recompensa por ter comido merecerei até um doce! Quer saber, até gosto do doce, e sei que vou ganhar de qualquer jeito, mas não vou comer salada não, eca! ’

– “Tem que comer tudo!

Geralmente, quando montamos o prato da criança não pensamos que a capacidade gástrica (tamanho do estômago) dela seja menor que a nossa e com isso colocamos um volume proporcional à nossa saciedade. Imagina que horrível não deve ser você estar satisfeito, ou pior, já estar estufado, e alguém insistir para comer?! Por isso, respeite a saciedade da criança, não ache que ela está de manhã!

– “Come para ficar forte/para o cabelo crescer!

Com exceção de uma intoxicação alimentar, onde os sinais e sintomas costumam aparecer pouco tempo depois que comemos, as ações comer-crescer, comer-engordar ou comer- ter uma carência nutricional não são imediatas e sabemos que toda criança é extremamente momentânea, ou seja, se você disser que se ela comer vai ficar forte, ela mal vai acabar de engolir a colherada e já vai olhar para o bracinho e ver se ficou forte…e sabe o que é pior disso? Ela vai achar que você mente para ela! Seja a mais sincera com ela: diga que para ela crescer e ficar forte, precisa além de comer, brincar, aprender e descansar!

* Frases utilizadas por adultos com efeitos POSITIVOS às crianças

– “Olha, mamãe vai comer isso, quer experimentar comigo?

Lógico que tudo tem seu momento, mas dê autonomia à criança de dizer se quer ou não comer algo. E não precisa se preocupar em pensar que a criança só vai querer guloseima, sabe por que? Porque quem faz as compras é você ou outro responsável dela, não é? Então quem deve determinar a qualidade e a frequência que se compra/consome os alimentos é você, as crianças devem apenas determinar a quantidade que irão consumir! Não tenha medo de perguntar!

– “Me ajuda a preparar a comida? Quer provar o que você fez? “

Sabia que a criança tende a aceitar experimentar e até mesmo comer os alimentos que ela ajudou a preparar? E não precisa ser nenhum ‘jantar francês’ não, o simples fato dela ajudar a cortar/descascar/mexer algo já torna a preparação como ‘feita por ela’ e as chances de ela não gostar do que fez são mínimas, para não dizer nulas…experimente!

– “Que legal que você experimentou esse alimento…me conta o que achou dele?

Mostre para a criança que você está realmente interessada em saber sua opinião, que você está formando os hábitos alimentares dela, mas que você precisa saber o que a agrada/desagrada/ela tem vontade…afinal, o ato de alimentar-se está muito longe de ser apenas para ingerir nutrientes, mas envolve carinho, afeto e muito conhecimento!

– “É normal as pessoas não gostarem de todos os alimentos, mas elas só irão saber se gostam ou não depois que experimentam…

Reforce a importância de conhecer, sentir, apalpar, cheirar e degustar os alimentos e que é perfeitamente normal não gostarmos de tudo (claro que o certo não é experimentar uma única vez o alimento, mas sim testar diferentes formas de preparo com o mesmo alimento, por exemplo a cenoura: salada ralada, salada cozida, como purê, acompanhando a carne, em algum suco, no bolo…). O importante é lembrar que dentro de um grupo de alimentos temos inúmeras opções e que não haverá uma deficiência/carência de nutrientes se a criança não comer a cenoura, mas comer o tomate, o pepino, a beterraba, por exemplo.

Espero que essas dicas facilitem a aceitação dos pititicos e que te deixe mais calma!

Caso tenha alguma dúvida, fico à disposição! 😉

Grande abraço…até mais!

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