28 de outubro de 2016

Consumo de alimentos ultra processados e os resultados à saúde

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Por Danielle Andrade

Olá, mãe, como você está? E o(a) pititico(a) também está bem?

Espero que vocês tenham tido uma excelente semana! 😉

Bom, deixa eu te fazer algumas perguntas que faço frequentemente no consultório e me responda com sinceridade: quando você vai ao supermercado, o que você mais coloca no carrinho: pacotes cheios de cores e informações de bolachas, doces, salgadinhos e comidas rápidas, ou alimentos que não precisam de embalagens e/ou que tem cores mais discretas e apenas informações pertinentes ao produto?

A outra pergunta é: como anda a saúde da sua família? Vocês fizeram ou tem exames de sangue recentes? Todos os resultados deram dentro do esperado? Ou ainda, você já reparou na frequência em que vocês ficam doentes (uma simples gripe que seja) /ansiosos/mal-humorados, etc?

Consegue entender ou imaginar o porquê te fiz essas perguntas?

Te explico: você sabia que as escolhas alimentares que temos e fazemos reflete diretamente na nossa saúde (à curto, médio e longo prazo) e até mesmo no rendimento escolar do pititico?

Pois é, para você entender melhor, mais ou menos 1 ano atrás, o Ministério da Saúde lançou a última versão sobre o Guia Alimentar da População Brasileira que tem como objetivos promover a saúde e a boa alimentação (reduzindo os índices de desnutrição, combatendo a obesidade e as doenças relacionadas, como diabetes, pressão alta, colesterol elevado, problemas de coração, além de garantir um melhor desenvolvimento e aprendizado das crianças…) e orientar sobre como, onde, quanto e quando consumir determinados tipos de alimentos, sendo adequados à realidade nacional e regional.

Nesta edição, a tradicional contagem de calorias e os grupos alimentares foram deixados de lado, dando lugar à classificação quanto ao nível de processamento dos alimentos: alimentos in natura ou minimamente processados, alimentos processados e alimentos ultra processados, conforme quadro abaixo:

CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS

Alimentos in natura ou minimamente processados: Alimentos que sofreram pouca ou nenhuma alteração após deixar a natureza. Sem adição de óleo, açúcar, sal ou outras substâncias ao alimento original. São os legumes, frutas, verduras, grãos (arroz, feijão, milho…), tubérculos (batata, mandioca…), leite, iogurte natural, ovos, carnes frescas, oleaginosas, água, etc.

Alimentos processados: Alimentos manipulados pela indústria com adição de algum tipo de substância para durarem mais e serem mais saborosos. São as frutas em compota, legumes em conserva, queijos, pães, etc.

Alimentos ultra processados: Preparações industriais feitas com pouco ou nenhum alimento inteiro, com grande adição de sal, gordura, açúcar e outros aditivos, como corantes, aromatizantes e realçador de sabor. São a bolacha recheada, salgadinho de pacote, refrigerante, macarrão instantâneo, temperos prontos, barras de cereais, carnes processadas (hambúrguer, salsicha, empanado de frango…), etc.

Nos últimos 15 anos houve um aumento na compra e consumo de produtos ultra processados, bem como houve aumento nos casos de sobrepeso, obesidade e das doenças crônicas relacionadas. Poucos meses atrás, 2 novos estudos foram publicados sobre a análise do consumo alimentar da população e suas consequências à saúde. Os resultados indicam prejuízos à saúde decorrente da tendência observada no Brasil de substituir refeições tradicionais baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados por alimentos ultra processados. Como conclusão, ambos estudos reforçam a importância das escolhas alimentares adequadas, priorizando a ‘comida de verdade’ e incentivando a inserção de novos hábitos alimentares.

Em sua próxima ida ao supermercado, que tal dar preferência às frutas, legumes, vegetais e produtos integrais, e reduzir, gradativamente, a quantidade de enlatados, congelados, embutidos e refeições prontas para você e toda sua família…inclusive do pititico?

Além do que, a grande maioria desses produtos podem ser adaptados por versões caseiras e/ou ainda serem encontrados em versões mais bacanas que podem fazer parte do dia-a-dia da família!

Pode parecer estranho ou difícil no primeiro momento, mas tenha certeza de que o(a) pititico(a) (e os grandinhos que moram com você) irão agradecer imensamente no futuro! 😉

Lembre-se sempre: pequenas mudanças fazem grande diferença! 😉

Grande abraço e até a próxima!

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