13 de novembro de 2017

É grandioso ser necessária

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É muito comum, nós mães, logo ao acordar perceber as tarefas do dia tomarem nosso pensamento. São muitas coisas para as que trabalham fora ou em casa. E em meio a tudo isso há alguém que espera.

O filho, a filha, os filhos, as filhas.

Eles estão esperando.

Nossos filhos. Eles nos esperam.

Eles nos esperam para alimentá-los; nos esperam no meio da noite depois de um sonho ruim para abraçá-los; nos esperam quando a escola termina; nos esperam quando querem carinho.

É algo grandioso ser necessário. Muitas vezes pode ser cansativo, eu sei. E é engraçado que parece que nos esperam mais nos dias em que o cansaço nos domina. E nós, ali, para servir.

Mãe é necessária.

Mas, sim, eu sei. Não queremos ser necessárias quando a máquina está transbordando de roupa suja; quando o almoço precisa ser feito; quando se precisa lavar os cabelos de verdade. Eu sei. A maternidade tem umas partes difíceis mas que nos fazem valentes também.

Eu via a minha mãe como alguém perfeita. Que dava conta de tudo. Eu achava que as mães eram perfeitas.

Nossos filhos devem pensar o mesmo.

Eles esperam que lutemos por eles; que os ensinemos a viver; que sejamos companhia.

Mesmo com as imperfeições, eles veem alguém que os ama, que aparece sempre quando eles precisam.

Está em você.

Nós somos esperadas. Eles esperam por você, por mim. Eles nos amam. Eles sabem que podem contar com a gente, que podem esperar.

Nossos filhos sabem que vamos alimentá-los na madrugada; que vamos cobri-los no meio da noite; que vamos dar beijo no dodói; que vamos atender o telefone, ajudar com a lição de casa, fazer a comida preferida, impor os limites.  Eles nos amam. Mesmo quando erramos ou não sabemos o que fazer a seguir.

Eles não devem se sentir sozinhos, eles tem a nós, agraciadas pela maternidade.

Eles tem você. Que mesmo fraca se faz forte. Que esboça um sorriso no meio da madrugada com os olhos pesados de sono. Que ama mais que a si mesma. Que não consegue imaginar sua vida sem eles.

Mas eu sei que fica parecendo que nunca fazemos o suficiente, que precisamos fazer mais e mais.

Então, acho que nós deveríamos começar a nos enxergar como eles nos enxergam, porque nossos filhos não precisam de perfeição, só precisam de nós.

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