25 de setembro de 2017

Farmácia doméstica: saiba o que manter em casa quando se tem criança

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Quando se tem criança em casa, é imprescindível ter determinados medicamentos à mão, para qualquer emergência ou outras eventualidades. Saiba que produtos e medicações são necessários em situações do dia-a-dia, e que possam diminuir o desconforto das crianças.

Recém-nascidos

Já é conveniente ter em casa, antes de ir para a maternidade, os seguintes itens:

  1. Pacote de fraldas de recém-nascidos.
  2. Caixa de hastes flexíveis de algodão.
  3. Algodão, de bolas ou os quadrados, para higiene genital.
  4. Lenços umedecidos de qualidade.
  5. Pacotinhos de gaze estéreis (para higiene genital e/ou limpeza dos olhos, onde não se deve usar algodão).
  6. Recipientes para acondicionar adequadamente estes produtos.
  7. Sabonete neutro para corpo e cabeça do bebê, que deve ser usado em pequena quantidade e testado quanto à sensibilidade do bebê.
  8. Álcool a 70% para higiene do coto umbilical (em geral, as maternidades já fornecem ao bebê).
  9. Garrafa térmica para água morna, para higiene genital.
  10. Tesourinha sem ponta ou cortador reto de unhas.
  11. Pente e escova de cerdas macias.
  12. Termômetro para medir temperatura corporal e outro para medir a temperatura da água do banho.
  13. Pomadas à base de óxido de zinco para prevenir assaduras.
  14. Soro fisiológico para ajudar na higienização das narinas.
  15. Bolsa de água quente e aspirador nasal.
  16. Medicamento antitérmico, inicialmente à base de paracetamol.
  17. Medicamento para gases, conforme orientação do Pediatra.
  18. Cesta para acondicionar todos esses itens.

Crianças maiores

Muitos pais administram medicamentos para as crianças, mesmo com sintomas mínimos. Evite o abuso de medicamentos que você não está acostumado a usar.

Febre:

No caso da febre, ela não é a causa primária da doença. É um aviso do organismo de que algo não vai bem. Deve-se estar sempre atento a possíveis sinais e sintomas como dor de garganta, tosse, moleza, entre outros. No primeiro episódio da febre, os medicamentos podem ser à base de paracetamol, ibuprofeno ou dipirona. Procure utilizar a forma mais aceita pela criança. Os medicamentos em gotas são mais fáceis de memorizar a dose. Há medicamentos com sabores em forma de solução, e também supositórios de dipirona, quando as crianças não aceitam medicamentos por boca. Os remédios para febre também servem para a dor. Se a febre persistir e houver outros sintomas, é preciso contatar o Pediatra.

Vômitos ou enjôos:

É recomendável sempre ter dois tipos diferentes, mas apenas os indicados pelo Pediatra.

Gases e cólicas:

Para estes casos, o ideal são medicações à base de Simeticona.

Para viagens:

– Lembrar sempre de levar um termômetro.

– Dependendo do destino, não esquecer filtro solar e repelente.

– Se a criança faz uso contínuo de algum medicamento, este certamente deve estar na mala de viagem.

– Os medicamentos citados anteriormente também não devem ser esquecidos.

– Anti-inflamatórios: não são usados rotineiramente, e deveriam ser utilizados apenas com receita médica. Porém, para viagens com maior dificuldade de acesso à assistência médica, é bom ter à mão, de acordo com a recomendação do Pediatra.

– Antibióticos: sempre que possível, converse com o Pediatra antes. Para viagens longas, vale a pena levar o produto de uso costumeiro. É muito complicado comprar este tipo de medicamento em determinadas regiões, principalmente no exterior.

– Antialérgicos: os pais de crianças portadoras de rinite, eczema e asma já sabem qual o medicamento a ser levado. Para eventual alergia alimentar ou picadas de insetos, leve antialérgicos mais modernos e que não dão sono, como a desloratadina ou a fexofenadina. Estes medicamentos servem também para coriza de um resfriado mais forte.

– Asma: geralmente, as crianças asmáticas já têm a sua farmácia especial para crises e medicamentos de manutenção. Quando elas não estiverem acompanhadas pelos pais durante uma viagem, é preciso deixar com os responsáveis as medicações e explicar os horários e as doses. Ainda assim, deixe sempre telefones de contato para uma emergência.

– Diarreia: o melhor é fazer dieta leve e aumentar a oferta de líquidos e/ou soros orais. Podem ser usados probióticos em sachês ou cápsulas.

Em tempo: a automedicação, principalmente para crianças, não é recomendada, com exceção de casos mais simples ou já conhecidos. Também nunca se esqueça de verificar antes se o remédio está dentro da validade. Por isso, mesmo que você já tenha as medicações em casa, ligue antes para o Pediatra do seu filho e explique os sintomas. Assim, será mais seguro medicar a criança. Em alguns casos, indicar remédios por telefone não será suficiente. O médico terá que avaliar pessoalmente a criança para definir o diagnóstico ou solicitar exames.

 

 

Por Dr. Carlo Crivellaro, Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria; Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria; e Membro da Highway to Health International Healthcare Community

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