16 de setembro de 2018

BC na Casa da Vizinha – Filhos e o “criar asas” tão cedo

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Eu trabalhava quando o Pititico nasceu. Fiquei de licença por cinco meses e quis deixar o trabalho para ficar com ele. Acho que esse é um sentimento comum nas mães. O que a gene deseja é proteger, cercar de cuidados aquela pessoinha tão pequena e independente. Mas isso não foi possível aqui em casa. Então, meus pais ficaram com ele pra que eu voltasse a trabalhar.

A primeira vez que o Álvaro dormiu fora foi em setembro de 2012. Ele tinha quase 2 anos. Sei disso porque tenho registrado no nosso primeiro blog, onde tudo começou! Foi por uma necessidade. Meu marido precisou internar para uma cirurgia de cálculo renal.

Meu sentimento? Medo. Vazio. Eu tive receio de que ele chorasse. Senti um vazio estranho no peito. E ele? Reclamou bem pouquinho segundo a minha mãe e dormiu bem.

Depois dessa vez ele já dormiu fora muitas vezes ao longo dos seus quase 7 anos! Foi só crescer um pouco mais e já queria dormir na casa dos avós com os primos. Isso sem reclamação nenhuma. Quem sentia era eu.

Ao mesmo tempo, desde a primeira vez eu achava importante que existisse essa “saída”. Pensava no quanto era bom que ele se acostumasse a dormir fora porque a gente não sabe quando pode precisar. Por exemplo quando tivemos esse problema de saúde.

Ele só dormiu na casa dos meus pais até hoje. Confesso que tenho insegurança se for outra casa. Mas ele já pede para dormir na casa dos amigos. Uma hora não terei como correr eu sei.

Se estou preparada? Acho que sim. Uma coisa que aprendi nesse tempinho com a maternidade é que tanto ele quanto eu precisamos de momentos individuais.

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva “Filhos e o criar asas tão cedo”, criada pela Tê do blog Bolhinhas de Sabão para Maria e pela Cris do blog Prosa de Mãe.

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