20 de fevereiro de 2017

Mastite na amamentação: o que é e como tratar

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Acredito que você já tenha ouvido a expressão “leite empedrado”. É quando há um ducto mamário entupido (Os ductos dos seios são a complexa rede de canais que transportam leite materno dos tecidos até os mamilos).

O que acontece é que o leite não consegue passar por esses canais e se acumula, causando inflamação e inchaço no local.

Essa inflamação da mama é que às vezes pode se transformar (bem rápido) em infecção bacteriana.

 O que é e como identificar a mastite

A mastite é uma infecção dolorosa do tecido mamário. Geralmente a própria mulher é quem identifica o problema e raramente há a necessidade de exames laboratoriais ou de imagem.

Sintomas

Dores nas mamas

Inchaço

Calor nas mamas que ficam quentes e avermelhadas

Febre, calafrios, fadiga em todo o corpo

Nódulos

Presença de pus

Na maioria dos casos, esses sintomas não se devem a uma infecção por bactérias, e sim à entrada do leite nos vasinhos sanguíneos dos seios, fazendo com que o corpo trate a substância como uma “proteína estranha”, que precisa ser combatida.

Tratamento

Se a mastite for percebida logo no início, o tratamento consiste em cuidados locais, como fazer compressas frias e ordenhas (retirar o leite). Em alguns casos, o médico pode receitar analgésicos que ajudem a aliviar o desconforto. Os antibióticos são necessários se a mastite já tiver secreção e pus. A maioria dos antibióticos para tratar a mastite pode ser tomada sem prejudicar o bebê, mas é sempre bom confirmar com o médico.

O médico deve receitar também repouso, analgésicos e compressas quentes. Um dia depois da primeira dose de antibiótico você já deve começar a se sentir melhor, mesmo que não haja infecção bacteriana, já que o medicamento ajuda a reduzir a inflamação.

Se o problema mesmo for a pega do bebê no seio, os antibióticos serão uma solução temporária. Para que a mastite não volte, é importante garantir que a criança esteja mamando direitinho.

Há mães que têm receio de tomar antibiótico logo de cara, mas é preciso acompanhar a mastite com cuidado, porque se não for tratada ela pode se transformar num abcesso, um problema mais grave que exigirá atendimento médico de urgência (e às vezes até cirurgia), pois ele terá que ser drenado.

Amamentando com a mastite

Amamentar com mastite é muito dolorido, mas é importante continuar dando o peito. Quanto mais leite o bebê conseguir sugar melhor. O que pode ajudar a aliviar a dor e facilitar a saída do leite é aplicar compressas quentes nas mamas, antes de cada mamada.

Se o bebê não conseguir esvaziar a mama inflamada depois da mamada, é preciso terminar de esvaziá-la, o que pode ser feito com uma bombinha. Caso amamentar seja impossível por causa da dor, vale tentar ordenhar o leite e dá-lo ao bebê no copinho ou na mamadeira.

Algumas mães ficam preocupadas achando que se continuarem amamentando com a mastite prejudicará o bebê. Mas o bebê não é afetado. Mesmo que a mama esteja infeccionada e o bebê ingerir bactérias junto com o leite, essas bactérias serão mortas pela acidez do sistema digestivo da criança.

De toda forma é sempre indicado procurar um médico. Peça também mais orientações sobre como amamentar — uma boa ideia é levar o bebê com você e mostrar como ele está mamando.

Como prevenir a mastite

Garantir que o bebê esteja fazendo a “pega” correta e esvaziando totalmente o peito na hora de mamar (essa é a melhor prevenção)

Evitar o uso de sutiãs meia-taça com ferrinho

Descansar bastante (pelo menos tentar rs)

Manter uma boa alimentação, evitando que a resistência não baixe

Limpar a mama antes e após as mamadas com um pano com água, além de estar sempre com as mãos limpas.

Fonte: Baby Center e Revista Crescer

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