19 de abril de 2018

Objeto de transição: o que é e até quando usar

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Essa semana me fiz essa pergunta. Álvaro ainda é muito apegado à sua naninha (ou objeto de transição). Ele tem duas mantas de malha, uma azul e uma amarela que comprei no enxoval dele. Como eu sempre andava com uma delas, ele acabou fazendo delas o xodó.

Dorme com uma das duas sempre. Fica calmo com ela. Mas a azul já se desfazendo rs.

O objeto de transição ou naninha, pode ser qualquer objeto, pano ou cobertor. É qualquer coisa que o bebê se apegue, geralmente a partir do quarto mês de vida. Ele é bem comum na primeira infância e muito importante para o desenvolvimento emocional da criança.

Quando o bebê começa a perceber que ele e mãe não são uma única pessoa, e que, nem sempre a mãe estará por perto, ele busca nesse objeto de transição um apoio, especialmente na hora de dormir. É algo que transmitirá à criança sensação de segurança, aconchego. Pode ser até um som, um cheiro ou uma parte do corpo.

4 coisas sobre o objeto de transição:

1 – Toda criança tem um objeto de transição?

Não. Algumas podem não ter a necessidade do objeto.

2 – É saudável

Diminui a ansiedade do bebê nos momentos em que estiver separado da mãe e marca uma fase importante do desenvolvimento psíquico. O bebê desenvolve afetividade, criatividade, imaginação através da interação com o meio e com o objeto de transição.

3 – Pode levar para a escola?

Só quando eles ainda forem bebês enquanto se adaptam ao novo ambiente. Depois disso a própria escola pode incentivar a deixar na mochila, depois em casa.

4 – Até quando?

Não existe uma idade certa para que a criança deixe o objeto. Geralmente ele é substituído por outra coisa que a criança se interesse mais. Mas por volta dos 3 a 5 anos elas tendem a abandonar. O importante é observar se o objeto não está atrapalhando. Se a necessidade for exagerada é bom procurar ajuda.

Aqui em casa tá durando! Mas Álvaro só usa quando vai dormir. Se esquecer ele fica sem, mas se não esquecer ele fica bem mais feliz!

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