1 de outubro de 2018

Resgatando a identidade na maternidade

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A gente sabe que conciliar os papéis de mulher, esposa, mãe, dona de casa, profissional não é nada simples. Seja pelo pouco tempo, seja por desequilíbrio.


Quando eu engravidei já senti o lado mãe tomar conta e colocar o lado feminino encostado. Isso porque as mudanças são profundas e intensas não só no corpo, mas também na mente. A gente acaba assumindo o papel único de mãe.

O mais importante é a vida que está sendo gerada dentro de nós. Tudo é preparado para a criança que vai chegar. TUDO. Incluindo o ambiente e o nosso corpo. A vida vai girando em torno da maternidade. Mudam as roupas, sapatos, o modo de andar, de agir.

Daí o filho nasce e nós fazemos tudinho para ele e por ele. Na tentativa de ser a melhor mãe não medimos esforços. Nosso pensamento é ocupado pelas necessidades da criança. Se vamos às compras os olhos brilham nas coisinhas para eles. Enxergamos os outros mas não a nós mesmas.

Tem hora que a gente não se reconhece. Fica perdida. Porque mudamos muito.

O sexo fica de lado, o bem estar individual também pois, parece absurdo pensar em uns momentos só nossos. Quando esses pensamentos nos alcançam a culpa toma conta.

É inegável que ter filhos é uma realização gigantesca. Gerar, cuidar, amar.

Mas nós podemos e devemos deixar a mulher que continua existindo em nós respirar. O lado mulher precisa ser resgatado, precisa de atenção.

Como você sabe se está perdida nos papéis?

Quando se pergunta “o que mais me deixa feliz sem ser o meu filho?” e não encontra resposta. Eu fiquei sabendo assim.

Não temos que nos culpar por ter outra coisa que nos deixa felizes.

É bom voltar a fazer o que a gente gosta. A ler aquele livro ou sair com a velha amiga. Procurar uma caminhada sem culpa. Afinal, para fazer alguém feliz, primeiro precisamos estar felizes.

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