28 de setembro de 2016

Responsabilidade sim! Culpa, não!

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Por Ana Paula Alves Rodrigues

É muito comum pais e mães sentirem “culpa” pelo que julgam “faltar” aos filhos, por uma intervenção/educativa feita, por um “não” bem dito, entre outros…

Este sentimento pode ser um grande perigo para a condução da Educação do seu filho.

O que percebe-se é que, na tentativa de “compensar” tudo isso, pais e mães tendem a adotar posturas inadequadas, tais como, encher de presentes, fazer trocas e barganhas, permitir uma convivência sem regras nem limites, pois compreendem que, assim, minimizam o “saldo devedor”.  CUIDADO! Mesmo que você tente disfarçar, usar recompensas sem dizer claramente sobre elas ou até mesmo confessar essa tal culpa, muitas vezes este sentimento que atormenta a consciência dos grandinhos comunica muito aos pequenos. Eles compreendem, pelo mal estar que fica instalado no ar, que podem usar este artifício como chantagem e até se “vitimarem” para conseguir o que querem. Começam a surgir choros sem motivos aparentes, birras, sono turbulento, irritabilidade, que além de reforçar essa culpa infundada, grande parte das vezes gera concessões às crianças que não deveriam acontecer.

É fato que pais e mães precisam cuidar, da melhor maneira possível, do tempo que passam com seus filhos, dos limites que têm que promover e fazer valer, dos estímulos e construção de hábitos que precisam ser plantados em casa! Mas não pode-se perder de vista a dimensão do que as crianças fazem com nossos exemplos e ações. Elas são sábias, percebem as entrelinhas e têm mais “espertize” do que podemos imaginar…

Portanto, analisar e rever O QUE PODEM MELHORAR como responsáveis pela educação e formação da criança, SEMPRE! Mas,  lembrem-se: na maioria das vezes, pais e mães ERRAM TENTANDO ACERTAR! Portanto, reflitam e se necessário, mudem a postura. Mas NUNCA alimentem a culpa, pois ela pode ser um perigo.

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